• Bibiana Danna

Mãos dadas

Atualizado: 25 de out. de 2020

árvore humana

Em todos os tipos de relacionamentos buscamos pessoas que estejam dispostas a estarem ao nosso lado. A dinâmica da vida requer esta constante interação entre as pessoas. Ninguém faz absolutamente nada sozinho. O mundo no qual vivemos é colaborativo e o seu equilíbrio depende dessa união entre todos os seres que o integram.

É a lei universal da cooperação. O funcionamento do universo e de tudo que o envolve é regido por ela. O nosso ecossistema é um exemplo disso: todos os seres que dele fazem parte tem o seu papel bem definido e uns dependem dos outros para viverem. Quando há qualquer alteração nele o desequilíbrio se instaura.

Infelizmente, em grande parte das vezes, tal desajuste é criado pelo próprio homem. O que é um paradoxo: o ser humano é o guardião do universo e detém o o atributo da racionalidade, entretanto a utiliza de forma leviana e irracional.  Esse padrão de descaso e total negligência com o mundo e as suas riquezas é repetido ao longo das gerações.

Na verdade, carregamos esta herança marcada por um comportamento desajustado e desalinhado com um dos princípios basilares do universo: a lei da cooperação. O homem reproduz nos seus relacionamentos essa visão limitada, egoísta e escassa do que é o viver. Este condicionamento gera muita dor e sofrimento ocasionando a enfermidade do corpo e espírito.

Neste caso, em especial, incide a lei do espelho, ou seja, o indivíduo oferece ao mundo exterior o que se passa no seu interior. Ora, se a pessoa se vê separada das demais e têm pensamentos condicionantes de medo e desamor, naturalmente ela os projetará no próximo e no meio em que vive. A mudança nos padrões de pensamento e comportamento é possível, mas não é fácil. Requer uma reforma íntima e um empenho diário para florescer e se desenvolver.

É necessária uma mudança de foco e atitude. O centro do mundo deixa de ser o nosso ego e as energias são canalizadas para atividades colaborativas. Nosso pensamento se torna livre das amarras do passado e conseguimos visualizar o presente como ele é: uma oportunidade de ajudarmos uns aos outros. Cada indivíduo têm dons e habilidades únicas que podem e devem ser compartilhadas.

O equilíbrio da nossa vida depende do quanto colocamos em prática os princípios da cooperação e do companheirismo. Quando damos as mãos, qualquer tarefa, por mais difícil que pareça, torna-se possível. A união de todos em prol de um objetivo em comum gera frutos, que se estenderão muito além das pessoas diretamente envolvidas. Com o passar do tempo, estas atitudes colaborativas se transformarão em um costume que será repetido em todas as gerações.

Qual é o seu talento? Que dom tem a oferecer? Seja qual atributo for certamente será capaz de ajudar muitas pessoas. A partir do momento que incorporar essa nova atitude em sua vida, saiba que a primeira pessoa a ser beneficiada com essa mudança será você.

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