• Bibiana Danna

O mundo em que vivemos: uma união de paradoxos que se complementam

Atualizado: 25 de out. de 2020


medo

O maior paradoxo e, ao mesmo tempo, a grande verdade, é que não podemos conhecer o medo sem termos sentido o amor e vice-versa.

São dois extremos que se encontram mesmo quando parecem estar distantes. Quando estamos no amor – união com todos os seres, natureza e mundo em que vivemos – sabemos, conscientemente ou não, que esse estado é passageiro. Ou seja: qualquer contrariedade ou aborrecimento nos levará, invariavelmente, para o seu extremo oposto que é o medo.

Como podemos saber quando estamos num ou noutro estado? É muito simples. O amor é tudo aquilo que eleva a alma e alimenta o coração. Todo o resto é o medo.

O medo é tudo que nos paralisa, faz retroceder e enfraquece. O medo destrói. O amor constrói. São dois irmãos que caminham juntos todo o tempo. Quando um está acordado, o outro dorme. Mas, basta um vacilo nosso para o amor dar lugar ao medo.

Outro paradoxo: quanto mais evitamos enxergar os medos (nosso lado sombra, obscuro) e colocarmos debaixo do tapete, mais eles se engrandecem e tomam conta do nosso ser.

O sentimento é de impotência. Um desespero se manifesta em nós. Neste momento, o mais sábio a se fazer é olhar com generosidade e acuidade para o que estamos sentindo. Acolher esse visitante, mesmo sabendo que é indesejado. Aceitar o que estamos sentindo e deixar que os pensamentos fluam naturalmente. Se ultrapassarmos essa fase, estaremos de volta ao outro irmão e prontos para recebê-lo de braços abertos!

O mundo é feito de paradoxos: amor e medo. Convivemos diariamente com ambos. Um não sobrevive sem o outro. Cabe então, a cada um de nós, estarmos sempre muito atentos às nossas emoções, sentimentos, atitudes e, sobretudo, pensamentos.

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