• Bibiana Danna

O sentido da vida: a unidade

Há uma pergunta que persegue o homem desde o seu nascimento: Quem sou EU? A partir dela outras tantas vão aparecendo: Qual o meu papel no mundo? Estou cumprindo com a minha missão? A minha existência se resume na vida material ou há algo além? Essas indagações chamam outras e assim sucessivamente. Contudo, existe uma que engloba todas essas e as que porventura surgirão: QUAL É O SENTIDO DA VIDA?

A vida é o presente mais especial que recebemos. Com o nosso nascimento nos foi atribuído um nome e uma família. Fomos recebidos nessa célula pequena, restrita e única. Sem dúvida, um momento de adaptação para todos: os pais não conheciam previamente quem seriam os seus filhos e vice-versa. Este relacionamento, desde o início, é intercalado por momentos de calmaria e de tempestade. O nosso núcleo familiar é uma preparação para a célula maior que é a sociedade e as pessoas que fazem parte dela.

Na família reúnem-se as pessoas que, muitas vezes, não estariam juntas se dependessem da afinidade e de um elo de amizade. Ao que tudo indica, cada um tem a família que precisa para crescer. Todos os membros se ajudam mutuamente nesta caminhada evolutiva tendo consciência dela ou não. A família nos ajuda a entender que cada um têm peculiaridades, defeitos e qualidades e merece ser respeitado pelo que é.

Como se vê, desde o nascimento, somos chamados a amadurecer. Trata-se de uma das Leis Universais. Não há como fugir dela ou fazer qualquer tipo de negociação. Nesse aspecto reside grande parte dos problemas. O ser humano se ilude achando que pode enganá-la quando, na verdade, só consegue retardá-la. Os ciclos fazem parte da vida e devem ser enfrentados e encarados de frente. Caso contrário, os temas mais temidos se tornarão o roteiro da nossa história.

Crescer dói, machuca e aparentemente enfraquece. É um período difícil marcado pela devastação de tudo que parece fazer parte de nós. A sensação é que estamos sendo quebrados e divididos em um monte de pedacinhos que nunca mais irão se encaixar. Destrói-se para construir depois. Passado este momento de agonia e desespero nascemos para uma nova vida. Já não somos mais quem éramos antes. Entendemos que para viver é preciso morrer um pouco a cada dia.

O processo vida-morte-vida não tem fim. É a evolução a que todos estamos submetidos. A verdade é que passamos um longo período da nossa existência sem perceber essa dinâmica. Entretanto, quando nos permitimos passar pelo processo, tomamos consciência da importância dele na nossa vida. Depois das trevas sempre vem a luz. Quanto mais mergulhamos nessa realidade mais fortes e preparados ficamos para enfrentar a vida do jeito certo: deixando ela ser o que é e aprendermos com as suas lições.

O sentido da vida começa com o autoconhecimento que nos foi proporcionado pelo processo vida-morte-vida que acontece dia a dia. A morte das coisas que não fazem mais sentido e são desprovidas de significado e o nascimento de tudo que nos alimenta e traz paz interior.

Ao nos conhecermos, percebemos melhor o outro. Este novo olhar nos permite entrar no tempo do outro. Isto quer dizer que conseguimos enxergá-lo muito além das aparências e preconceitos.  A partir deste instante, estamos mais próximos do verdadeiro sentido da vida: ao ultrapassarmos o autoconhecimento e o conhecimento a respeito do próximo somos apresentados ao princípio da unidade que envolve todos os seres e o universo.

Ao entramos em contato com tal princípio mudamos o comportamento e a atitude. Interagimos com o meio e com o outro com uma visão de união. Não há espaço para qualquer tipo de separação. Na prática, conseguimos perceber todas as coisas, pessoas e situações como sendo uma extensão de nós. Essa nova consciência nos torna indivíduos mais engajados e envolvidos com tudo que se passa ao nosso redor.


sentido da vida

A sua orquestra está em harmonia com as outras ou, ao contrário, busca tocar sozinha e em total descompasso com a unidade? O princípio da Unidade é uma realidade. Que tal tentar treinar a sua orquestra para tocar de maneira equilibrada com as demais?

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