• Bibiana Danna

O seu templo: o Eu Superior


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Para se ter acesso a esse templo devemos nos despir de todos os excessos, emoções e sentimentos sombrios que nos envolvem. A entrada depende desse desprendimento de tudo que nos acorrenta, sufoca e limita. Devemos deixar para trás o modo antigo de encarar a nós mesmos e os outros e substitui-lo por uma nova visão calcada no amor com pitadas de respeito, aceitação e gratidão.

Todo esse trajeto é longo e marcado por idas e vindas, desvios e conflitos. Muitas vezes quase chegamos lá e somos capazes de avistar a porta com a chave que nos abrirá o templo. Contudo, por motivos que desconhecemos, a nossa entrada ainda não é permitida. Temos a ilusão de que algo ou alguém nos impede de abrir a porta. Nosso pensamento fica preso na ideia de que existe um guardião e somente ele poderá nos entregar a chave do templo.

Como de costume, mais uma vez, entregamos a nossa vida a um suposto terceiro (neste caso o guardião) que tem o poder de decisão. Enquanto não mudarmos o padrão do nosso pensamento, essa história se repetirá indefinidamente. E o que é mais grave: o trajeto ficará cada vez mais distante, íngreme e sombrio. O guardião cada vez mais poderoso e a porta cada vez menor. É o medo tomando conta do nosso ser.

Quando percebemos que o problema não está fora de nós (circunstâncias, pessoas e situações), mas sim dentro o medo é encarado de frente e, aos poucos, é suportado. A partir deste momento, as ilusões começam a ser dissipadas na nossa mente gerando uma mudança no pensamento e, via de consequência, nas atitudes. Temos o início do processo de apoderamento do ser.

Este processo nada mais é do que deixarmos a vitimização de lado (visão de que o nosso destino está nas mãos dos outros) e nos tornamos senhores da nossa vida. Isto quer dizer: tomamos as decisões segundo a nossa consciência e aceitamos aquilo que não temos controle, ou seja, deixamos a vida fluir.

A partir do nosso apoderamento – nossa relação pessoal e interpessoal ganha um novo significado e se torna muito mais rica e plena – começamos a enxergar o caminho até o templo como ele realmente é. Trata-se de um trajeto longo, pessoal, solitário e cheio de obstáculos a serem vencidos e ultrapassados.

Com essa alteração no comportamento, a vida se torna cada vez mais equilibrada. A nossa tolerância perante as pessoas e situações se amplia. Conseguimos estar mais tempo em contato com a paz de espírito. Tornamo-nos mais amorosos, respeitosos e gentis. O universo e os seres a nossa volta retribuem toda essa energia que emanamos.

Ao cair o véu da ilusão da nossa face, entendemos que o templo não tem guardião e muito menos chave. Ele nada mais é do que entrarmos em contato com o nosso Eu Superior, a verdadeira essência de cada um de nós.

Trata-se, portanto, de um estado que requer muita vigilância e cuidado para ser mantido. Ao longo da vida, nos distanciamos e nos aproximamos dele repetidas vezes. O essencial é termos consciência de que podemos estar em contato com esse templo e que é nele que usufruimos do equilíbrio e da paz interior.

O templo existe e está dentro de você. Para estar e se manter nele não é um trabalho fácil. Requer muita persistência e paciência. Você está preparado para enfrentar esse desafio constante? Essa nova forma de viver com maior harmonia e integração com todos os seres?

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