• Bibiana Danna

Roda da vida

Atualizado: 25 de out. de 2020






roda da vida

     Nascer não é uma experiência fácil. É o início da nossa viagem. À medida que vamos nos desenvolvendo e amadurecendo, os desafios se tornam cada vez maiores e complexos.

   Ao longo da jornada, cada um se mune das ferramentas que adquiriu durante o processo. Contudo, ao contrário do que se pode pensar, não é a quantidade de meios de que se dispõe que faz a diferença, mas sim a qualidade deles e o uso que se faz das habilidades que se tem.

     A adaptação a toda e qualquer situação é uma das ferramentas mais eficazes para se enfrentar a roda da vida. Isto porque ela está em movimento constante. Haverá momentos em que tudo estará em perfeita ordem e sintonia (parte alta da roda), outros de estagnação (meio) e a fase de declínio (parte baixa). São ciclos que se alternam e representam o princípio da impermanência, ou seja, nossa caminhada é marcada por mudanças, pela transitoriedade. Adaptação então é a palavra de ordem!

     Outro mecanismo que nos ajuda a encarar o jeito de ser da vida é a flexibilidade. Já repararam como a mãe natureza é a maior representante desta característica? Independentemente dos acontecimentos, sempre encontra uma maneira inteligente de se portar. Ela faz a sua parte, sem julgamentos e expectativas. Dessa forma, tudo flui. A não-resistência ao que É torna qualquer experiência, por mais difícil e extrema que seja, proveitosa.

     O deixar fluir é o viver o aqui e agora. É isso que a natureza nos ensina. Só podemos experienciar o presente. O passado se foi e o futuro ainda está por vir. A roda da vida é um processo evolutivo marcado por períodos de altos e baixos. O desafio é buscarmos ter os pés no chão para nos adaptarmos às inconstâncias da roda. As flutuações da existência não podem ter o poder de influenciar o nosso estado de ânimo e de nos paralisar.

   O bom condutor da roda é aquele que não se deixa contaminar pelas pessoas, circunstâncias e situações de vida que vivencia. Muito pelo contrário: observa as atitudes alheias e as próprias, sem preconceitos. Aproveita tudo aquilo que ouve, vê e lê. Essas vivências o ajudam a fazer com os outros aquilo que gostaria que fizessem com ele.

     Nesta fórmula simples e eficiente reside o equilíbrio: guiar a roda buscando ser um observador dos acontecimentos com um certo distanciamento. Assim, você poderá usar as suas ferramentas de forma sábia e estará preparado para as fases ascendentes e descendentes da vida.

    Afinal de contas, os ciclos não nos pedem permissão para se instalarem e, quando chegam, só nos deixam quando aprendemos a lição a ser seguida e a incorporamos no novo jeito de ver e de sentir a vida.

       Não se iludam! A roda não para. Pode até nos dar um breve descanso. Um período de paz e calmaria. Porém, quando menos esperamos, ela retoma o seu movimento e volta a girar. Novos desafios, aprendizagens e imprevistos nos aguardam a cada nova fase. Você está disposto a promover as mudanças que o próximo ciclo exigirá?


Por: Bibiana Danna

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