• Bibiana Danna

O poder do perdão

Atualizado: 25 de out. de 2020



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A primeira grande batalha é conosco. O autoperdão é um dos atributos mais negligenciados por nós. Entretanto, o primeiro passo para a busca do saber perdoar é entrarmos em contato com as nossas vulnerabilidades e deficiências, acolhê-las, processá-las, e, por fim, aceitá-las.

Aceitação não é sinônimo de acomodação e de estagnação. Não se trata de manter a “zona de conforto”, muito pelo contrário. É uma atitude que busca iluminar toda a sombra criada ao longo dos anos. A sensação, principalmente no começo da revelação, é como se estivéssemos por um longo tempo dentro de uma caverna, sem qualquer iluminação, e, de repente, uma luz intensa e brilhante cegasse os nossos olhos.

É preciso muita coragem, disposição e fé para encarar a sombra que se manifesta pela luz. Todo aquele que persistir no trajeto buscará a verdade para identificar o que deve ser corrigido nas suas atitudes e comportamentos.

Durante este percurso, o ser humano é testado das mais variadas formas para desenvolver a habilidade do perdão. Normalmente, são situações e pessoas que o colocam em confronto com as suas próprias sombras e, por isso, tanto o incomodam.

Neste caso, temos duas opções: a primeira – aparentemente mais fácil e tranquila – é a de fugirmos da situação ou pessoa que nos incomoda; a segunda, estarmos receptivos e cientes de que tudo que aparece no caminho é para o nosso aprimoramento e desenvolvimento pessoal.

Ao escolhermos a primeira opção, estaremos retardando os ensinamentos pelos quais temos que passar. O fato é o seguinte: fugir é possível, mas por pouco tempo. É uma ilusão, um engodo. A teimosia em não aceitarmos as coisas e pessoas como são só retardará a ruptura de um ciclo a ser vencido. Dessa forma, novas provas surgirão, com pessoas e situações diferentes, porém com as mesmas características e propósitos.

Por outro lado, optando pela segunda escolha, teremos um período de tenebroso inverno que cessará quando aprendermos as devidas lições (aceitação da dinâmica que envolve a relação). Neste instante, ocorrerá a cura e libertação! As coisas que nos afetavam, não ferem mais. Perdem a força e são vistas com naturalidade, sem qualquer julgamento. Nasce a gratidão – pela riqueza dos ensinamentos ofertados – e o ciclo é quebrado, em virtude da forma como o desafio foi encarado: com respeito, amor e compaixão.

Essa atitude foi um movimento de dentro para fora. Ou seja: a mudança no mundo exterior foi provocada pelo seu interior. Quando decidimos tratar os seres a nossa volta como gostaríamos de ser tratados, tudo conspira a nosso favor. Antes do perdão, a pessoa se sentia rejeitada, inapropriada e deslocada. Depois dele, se vê amada e aceita do jeito que é.

A dinâmica acima, vale tanto para o perdão ao próximo como para o auto perdão. Na verdade, o que buscamos no relacionamento conosco e com os demais é: sermos amados pelo que somos, apesar de todas as nossas sombras.

A decisão está nas suas mãos. O que você escolhe?

  1. Entrar em contato com a luz, buscar a verdade e, por conseguinte, uma mudança de comportamento concretizada pelo autoperdão e pelo perdão nos seus relacionamentos interpessoais?

  2. Fugir da luz e continuar se iludindo ao não querer enxergar a sua sombra e a dos seus semelhantes?

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